Documento de esclarecimento às entidades médicas e à mídia sobre os perigos de procedimentos estéticos realizados por não médicos

16/11/2014

A recente morte de uma mulher em uma clínica de estética Goiânia por aplicação de hidrogel nos glúteos acende sinal de alerta para o exercício ilegal da medicina. Diante deste fato, a SBD divulgou nota oficial com o seu posicionamento, frisando os riscos da realização de procedimentos sem acompanhamento de um médico devidamente qualificado, e ainda enviou um documento para os principais órgãos institucionais de saúde (Associação Médica Brasileira – AMB, Conselho Federal de Medicina – CFM e Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa), além de mídias eletrônicas, impressas e televisivas. Com essa ação, a entidade quis reforçar a importância da escolha de profissionais médicos qualificados e habilitados para a realização de procedimentos invasivos em cosmiatria.

Veja o documento a seguir:

 

Recentemente, uma mulher de 39 anos morreu devido a complicações após preenchimento aplicado nos glúteos por uma pessoa não médica.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vem alertando há muito tempo sobre os perigos e riscos de procedimentos invasivos estéticos realizados por profissionais não médicos.

A situação agora chega a um ponto culminante, com a morte de uma pessoa sem ter a chance de tratar as complicações do procedimento. Alertamos que os órgãos competentes precisam se posicionar, pois caso contrário poderemos ter outras mortes.

Para a realização de procedimentos injetáveis é necessário conhecimento profundo da anatomia, da fisiologia, da imunologia, da farmacologia dos medicamentos injetáveis. Além disso, é necessário saber quando há indicação para o procedimento, quais são as possíveis complicações e, acima de tudo, reconhecer a ocorrência dessas complicações e saber tratá-las.

Essa jovem mulher morreu devido a uma complicação clínica, e pelo telefone o médico já poderia reconhecer a necessidade de atendimento imediato. A pessoa que aplicou o produto, ao contrário, não reconheceu a gravidade da situação, e pediu para a paciente “dormir” e descansar.

Um dossiê de complicações graves de procedimentos realizados por não médicos foi encaminhado para alguns deputados federais e senadores, assim como para o Ministério Público. É importante que as autoridades na área da saúde e segurança estejam cientes de que as Leis que regem as profissões nestas áreas não estão sendo devidamente seguidas, colocando em risco a saúde e a vida da população.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) se coloca à disposição para enfrentar, em conjunto, essa situação complexa, que infelizmente trouxe o fim de uma vida sem que a mesma tivesse a chance de ser salva.


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